É o início de uma nova
etapa, uma nova jornada. Não sei a onde ela me levará, mas confio muito que ao
meu propósito de vida.
Desde o término de um
relacionamento importante eu venho sentindo no meu coração a inquietação de que
eu sempre tenho tudo para ser feliz e mesmo assim sou triste¹. Ai Vinicius de Moraes, você nunca foi tão cirúrgico quanto foi ao
escrever essa dialética.
Algo no meu coração mudou e eu
senti uma vontade que, até então, nunca tinha sentido: Tentar me conectar com
minha espiritualidade, com Deus e comigo mesma. Seria meu chamado? Desespero?
Lua em libra, escorpião? Não sei. Só sei que está acontecendo.
Foram anos tentando ser
pertencente. Seguindo toda receita de bolo que me ensinaram de berço: Batismo,
primeira comunhão, crisma, ser ativa na comunidade, ir à missa ao domingo,
devolver o dizimo e coisas assim, mas nunca senti que era respondida, que
pertencia ou que tudo aquilo me levaria a algo.
Dessa vez depois de perder tudo, mais uma vez, eu tive um sonho recorrente- Eu era o nada e algo me confortava,
como se me abraçasse, e no meu peito ressoasse que tudo ia dar certo e ficar
bem.
Eu decidi ficar bem, decidi ir
atrás de ajuda para o que eu não consigo sozinha, brecar a minha corrida com a
vida e pela primeira vez olhar para mim, para dentro de mim, para minhas
vontades, entender as prioridades e redefinir tudo.
Uma vez meu “ex-amor” me disse
que eu merecia todo amor que tento dar as pessoas e pela primeira vez na vida
estou lutando por isso. Mas antes preciso mudar algo em mim e esse é o início da minha jornada. Não sei quanto tempo irei escrever,
não sei o que vai acontecer, não sei se meu ex amor vai voltar, não faço ideia
de nada, mas confio genuinamente que o que acontecer a partir de agora vai me
levar para a melhor etapa da minha vida e eu creio que vou ter força para mudar
o que for necessário e terei humildade para aceitar o que vier, da forma que
vier.
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste..."
Dialética - Vinicius de Moraes
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